Quem cresceu em casas antigas do subúrbio do Rio certamente já viu ou teve um piso de caquinhos.
Presente em quintais e prédios, ele é mais do que um revestimento: é parte da memória afetiva de bairros como o Méier.
Durante boa parte do século XX, as lajotas cerâmicas eram amplamente usadas em pisos residenciais.
Quando essas lajotas quebravam, a peças costumavam ser jogadas fora, até que a criatividade popular passou a aproveitar os cacos quebrados no cimento, dando origem a um novo tipo de piso: resistente, barato e único.
Sem saber, estavam criando um dos revestimentos mais emblemáticos da arquitetura suburbana.
Entre todas as cores, uma dominou os quintais: o vermelho.
Isso aconteceu porque as lajotas vermelhas eram as mais produzidas e acessíveis na época, com processos simples de fabricação.
Mais do que um revestimento, o esse piso virou memória afetiva.
É o chão das casas de avó, das brincadeiras descalças e das conversas longas no fim da tarde.
No Méier, ainda é fácil encontrar locais com os famosos caquinhos.
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E você tem boas lembranças dos caquinhos?


